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Susana Naspolini usou touca gelada para não ficar careca

Susana Naspolini usou touca gelada para não ficar careca
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Susana Naspolini ficou ausente da Tv por seis meses, tempo que durou o tratamento contra o câncer de mama Foto: Márcio Alves

Durante o tratamento contra o câncer de mama, Susana Naspolini fez sessões de quimioterapia de 15 em 15 dias, em São Paulo. Para não perder o cabelo, usou a “touca gelada’’, método que congela a raiz dos fios a -5° C, impedindo que o remédio atinja a circulação sanguínea do couro cabeludo:
— Nos primeiros 15 minutos, dói muito a cabeça, mas depois a gente acostuma. Que bom que deu certo! Se não tivesse dado, voltaria ao ar careca ou usando uma peruca, como fiz da primeira vez que enfrentei a doença na forma de um linfoma — afirma a repórter, lembrando que sentia um pouco de enjoo sempre depois das sessões e que passou a conviver com uma forte enxaqueca, que até então desconhecia: — Foi meu único sintoma mais desagradável.
Durante o bate-papo com seus admiradores, na primeira gravação do RJ Móvel após a alta médica, na última segunda-feira, a jornalista, de 43 anos, ouvia elogios de como está ainda mais bonita. Brincalhona, repetia: “Será que eu desencalho desta vez?’’. Um novo amor, segundo ela, seria muito bem-vindo nesse momento de sua vida. Há 2 anos e 7 meses, ela ficou viúva do jornalista esportivo Maurício Torres.
— Desde então, só tive umas paquerinhas. Não estou procurando um namorado, mas se aparecer, vou ficar ainda mais feliz — entrega, para acrescentar: — Só peço que seja alguém leve e bem-humorado, para combinar comigo. Gente que repete “oh, vida, oh, azar” não dá!
Jornalista é recebida com festa pelo povo e por colegas
Teve subida em árvore, passeio de trator, tombo do escorrega infantil, polichinelo com a vizinhança, café da manhã caprichado oferecido pelos moradores e, claro, festa com direito a bolas e bolos confeitados. Em seu retorno ao trabalho, após seis meses de licença para curar o câncer — o quarto por que passou na vida —, a repórter do “RJ TV’’ esbanjou energia, saúde e alegria em visita à Praça Francisco José, em Campo Grande, para cobrar obras em favor do lazer de quem vive ali.
— Nesse período me cuidando, me alimentei muito bem. Nunca comi tanta couve na vida (risos). Cheguei a engordar seis quilos, acredita? — contou a repórter, beliscando um pão de queijo numa das casas.

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Susana Naspolini foi recebida com festa também na redação da Globo Foto: Estevam Avellar/Rede Globo/Divulgação

As boas-vindas foram anunciadas num carro de som, que comunicava a presença do “RJ móvel’’ no local, e Susana foi mais assediada que artista de novela. Posou para muitas fotos com o povo e ouviu das pessoas testemunhos de fé em sua melhora.
— Ah, que maravilha ter ela de volta! Rezei tanto pela minha xará… Minha mãe, de 90 anos, caiu no choro quando soube que Susana estava doente e parou de assistir à TV. Disse que tudo ficou sem graça sem ela — destacou a cerimonialista Susana Loqüente Ramos, de 59 anos.

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Susana Naspolini volta ao “RJ TV” e é recebida com festa por moradores de Campo Grande Foto: Márcio Alves

A repórter era só sorrisos e muita emoção:
— Não dormi direito, tamanha a ansiedade por fazer de novo o que eu mais amo. Eu tinha o compromisso de ficar boa para voltar a fazer o bem para os outros. Não me dei o direito de ficar desanimada. Cada vez que eu acordava me sentindo mal, abria o Facebook e recebia o carinho de muitos amigos que fiz durante esses anos de “RJ Móvel’’ e de tantos outros que não conhecia, mas que me deram uma força descomunal — disse ela: — Sempre tive fé em Deus, e mais do que nunca Ele se mostrou presente para mim de diversas formas, em diferentes pessoas.

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Essa é a quarta vez que a jornalista vence a doença. Para não ficar careca, ela usou uma touca que congela a raiz dos fios a -5° C, impedindo que o remédio atinja a circulação sanguínea do couro cabeludo Foto: Márcio Alves

Otimista incorrigível, a jornalista conta que repetia para si mesma uma pergunta, toda vez que pensava em cair em desespero:
— Em vez de me perguntar “Por que eu?’’, eu reforçava: “Por que não eu?’’. É coisa que poderia acontecer com qualquer um, não sou nenhuma privilegiada. Esse meu jeito positivo de ver a vida eu exercito diariamente. É uma escolha, não nasci assim.

Fonte: EXTRA

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